João Pessoa: 28 de março de 2026

Você não sabe o quanto eu caminhei…

Publicado em: 28 de março de 2026

voce nao sabe o quanto eu caminhei

Essa história não é sobre vaidade, ego, soberba. É sobre um longo caminho, onde encontrei os mais belos montes (como na canção de Cidade Negra), mas também, montes não tão belos assim.

As pedras no caminho foram e ainda são muitas. A diferença é que agora não olho para elas com dor. Calço as sandálias da superação, do autorespeito, do autoamor e passo por cada uma com menos dificuldade.

E me orgulhar do meu percurso, ficar feliz pelas conquistas, celebrar as vitórias não é sobre insuflar meu ego. É sobre fechar os ouvidos para as vozes que por longo tempo gritaram na minha cabeça que eu não era merecedora.

E elas ainda tentam! Mas, tem quem me diga que essa raiz ainda instalada lá no fundo dessa terra, deve ser arrancada. Não é mesmo minha amiga-irmã Verônica Maria?

Sim, eu decidi arrancar esse tronco que me impedia de me mover e afastar qualquer sombra de dúvida sobre quanto eu posso celebrar o Prêmio Fenacom de Comunicação.

Tem outra amiga, essa no plano espiritual, que me confirma isso. “Ninguém nasceu para ter sua luz própria apagada. Ao contrário, o mundo precisa dela. Faça-a brilhar. Isso não é vaidade, é amor, é a gratificante sensação de gostar de si mesmo”.

Ah, Ermance Dufaux, a sua parceria com Wanderley Oliveira nas psicografias a que tenho tido acesso, me ilumina e arrebenta os grilhões da falta de amor-próprio.

E isso nem é só sobre mim. É sobre todas as mulheres!

Durante muito tempo… talvez minha vida inteira… me diminuí muito. Pior, permiti que algumas pessoas que passaram pela minha vida me diminuíssem.

Com você também foi ou ainda é assim?

As palavras que vão sendo jogadas para nós, especialmente nós mulheres, é sempre que devemos ter muito cuidado com a vaidade – nosso ego. E, em sendo assim, o melhor mesmo é não aparecer, ficar ali quietinha, escondidinha, na sombra do “eu preciso ser humilde”

Aí Hermance vem e joga a verdade na nossa cara. Diz que ficar feliz com as conquistas e querer compartilhá-la com as pessoas a quem amamos nada tem a ver com ego.

Ermance revela que frases como – “Não posso brilhar, isso é coisa de gente vaidosa” – precisam ser riscadas da nossa história.

E ela completa o conselho dizendo que “Quando Jesus recomenda que, ao acendermos uma candeia, não a deixemos oculta, mas no velador, é para que os que entrem vejam a luz. Ele ressalta a importância de acender a luz do amor com você, não para chamar a atenção dos outros, mas para que aqueles que entrem em sua vida vejam a sua luz e tenham inspiração e desejo sincero de cuidar de si mesmos”.

Já faz algum tempo que eu escolhi a mim. Me amar, me autorespeitar, me felicitar por cada conquista, colher os frutos que plantei com tanto esforço, entender que não devo provar nada para ninguém, e a não viver mais nas sombras, nem mesmo nas minhas próprias sombras.

Decidi ser luz e me vestir de sol, como na música da minha amiga Renata Ferraz.

Para isso, contei e conto com grandes amizades. Mas, no caso desse prêmio, em específico, agradeço a meu querido amigo Eugênio Falcão, dizendo a ele: Você também é uma grande luz meu amigo, deixe-a brilhar sem medo.

Como eu disse a ele: “Nem é sobre o prêmio. É sobre alguém, no caso eu, que precisou reaprender a se relacionar com os homens e entender que eles não são todos iguais. Deixar as dores da violência para trás não tem sido fácil, mas amigos como você têm me ajudado a deixar essa passado onde ele deve ficar, lá atrás!”.

E pra terminar, gratidão a minha família (pais, irmãos, cunhados, tios, primos e avós), meu marido Lázaro, meu filho Lucas, que vibram a cada nova conquista, e todos os Espíritos amigos que seguram na minha mão e caminham comigo.

Por Nice Almeida

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