
A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) realizou, na tarde segunda-feira (06), sessão especial para debater a tuberculose: sintomas, causas e tratamento na rede municipal de Saúde de João Pessoa. A discussão foi proposta pelo vereador Marcos Henriques (PT).
O parlamentar falou sobre o objetivo de debater o assunto. “É um tema que requer atenção da área de Saúde, tanto do estado, quanto do município. Hoje, além dos órgãos governamentais, estamos recebendo representantes de alguns movimentos sociais, que vieram apresentar propostas importantes para que possamos dar uma atenção proativa à tuberculose, que é uma doença contagiosa e que, apesar de não ter um índice de mortalidade muito alto, pode causar muito mal. Então, a prevenção é a solução primordial para qualquer tipo de tratamento. Viemos aqui para discutir esse modelo de prevenção que nós queremos implementar, ouvindo as pessoas e as entidades para que gente possa chegar a um denominador comum”, afirmou.

Valdomiro Gomes, educador do Cordel Vida, falou que a tuberculose é uma das doenças contagiosas que mais matam e que, infelizmente, ainda é muito negligenciada. “No Brasil, no ano de 2025, foram registrados cerca de 84 mil casos, o que determinou mais de seis mil óbitos. Na Paraíba, a média anual é de mil e quinhentos casos, sabendo que temos uma progressão ano a ano. Tratar a tuberculose não é só tratar o indivíduo, é cuidar de toda a comunidade, de toda a sociedade”, disse.
Eveline Vilar, diretora do Departamento de Tuberculose e Hanseníase de João Pessoa, destacou que a tuberculose é um desafio para os profissionais de saúde. “Muitos entendem que é só medicar, mas, na verdade, precisamos entender que esses pacientes precisam ser cuidados, pois trata-se de uma doença transmissível e um problema sério de saúde pública. Nós corremos contra o tempo no processo de sensibilizar as pessoas para que elas possam entender que tuberculose é uma prioridade e não é optativa dentro dos serviços de saúde”, destacou.
Anna Estela, coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, pontuou a importância da discussão sobre o tema. “É uma doença infectocontagiosa, considerada negligenciada, com grande potencial de infecção e que precisa ser trabalhada de várias formas. Ter o poder público junto nessa discussão é de extrema importância, porque vai fortalecer a luta para o enfrentamento. Junto a essas discussões, há a possibilidade de serem criadas algumas leis que possam garantir, inclusive, recursos financeiros para combater a doença”, falou.
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