
A eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, já movimenta os bastidores políticos em Brasília. Nesse cenário, o ex-presidente Jair Bolsonaro busca autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para conversar com dois nomes envolvidos nas articulações pelo comando da Casa: os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes pela equipe jurídica de Bolsonaro, que cumpre pena em sua residência por tentativa de golpe de Estado. A defesa deixou a definição dos dias a critério do STF, indicando preferência por encontros às terças, quartas ou quintas-feiras.
A movimentação ocorre após o PL oficializar Rogério Marinho como pré-candidato à presidência do Senado. O parlamentar, que atualmente lidera a oposição na Casa, deverá enfrentar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente, que pretende permanecer no cargo. Tereza Cristina também participa das articulações políticas em torno da disputa.
A escolha do próximo presidente do Senado terá peso importante na relação entre as forças políticas do Congresso. Para conquistar a função, será necessário obter ao menos 41 votos dos 81 integrantes da Casa, em votação secreta.
Além de conduzir os trabalhos legislativos, o presidente do Senado exerce influência sobre a agenda de votações e tem competência para dar andamento ou arquivar pedidos de impeachment contra autoridades, entre elas ministros do STF e o procurador-geral da República.
A solicitação de Bolsonaro ainda depende de autorização de Alexandre de Moraes.
Eugênio Falcão
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