
A Literatura de Cordel e a xilogravura foram alguns dos grandes destaques do 41º Salão do Artesanato Paraibano, realizado durante todo o mês de janeiro de 2026, na orla de João Pessoa. Encerrado neste domingo, 1º de fevereiro, o evento entrou para a história ao registrar público e vendas recordes, impulsionados pelo tema desta edição, “MOSAICO”, que celebrou a diversidade cultural e artística da Paraíba.
Ao longo dos 24 dias de programação, o salão atraiu milhares de visitantes, entre turistas e moradores da capital, gerando resultados expressivos para os artistas populares. Entre os segmentos que mais se destacaram estiveram o cordel e a xilogravura, linguagens tradicionais do Nordeste que conquistaram o público pela força estética, narrativa e simbólica.
Um dos nomes de maior destaque foi o cordelista Robson Jampa, bastante conhecido na cena literária do cordel paraibano. O artista alcançou um faturamento próximo de R$ 12 mil, com a venda de cerca de dois mil livretos ao longo do evento. Para ele, o resultado reflete não apenas o interesse do público, mas também um momento especial para a cultura popular.
“O Salão mostrou que o povo valoriza o cordel. Muita gente chegava curiosa, começava a ler e acabava levando mais de um folheto. É gratificante viver da palavra e da tradição”, afirmou Robson Jampa.
Outro artista que comemorou números expressivos foi o xilogravurista Leonardo Leal, mais conhecido como Mané Gostoso, que também ultrapassou a marca de R$ 10 mil em vendas. Seu trabalho, marcado por traços fortes e temas do imaginário nordestino, atraiu colecionadores e novos apreciadores da arte gráfica popular.
“A xilogravura ainda encanta porque carrega história. Cada matriz tem alma, tem suor. Ver esse reconhecimento no Salão é a certeza de que nosso trabalho continua vivo”, destacou Mané Gostoso.
Quem também saiu satisfeito foi o artista Josafá de Orós, que veio de Campina Grande especialmente para participar desta edição do evento. Segundo ele, o Salão superou expectativas tanto em organização quanto em retorno financeiro.
“Valeu cada quilômetro percorrido. O público estava aberto, interessado e respeitoso com a arte popular. Saio de João Pessoa renovado e muito feliz”, comentou Josafá.
Ao todo, 13 artistas ligados ao cordel e à xilogravura participaram do 41º Salão do Artesanato Paraibano, todos colhendo resultados positivos e reforçando a importância desses saberes tradicionais na economia criativa do estado.
O sucesso do cordel e da xilogravura nesta edição do Salão confirma a força da cultura popular paraibana e sua capacidade de dialogar com diferentes públicos. Mais do que recordes de vendas, o evento reafirmou o valor da arte feita à mão, da palavra rimada e da imagem entalhada, consolidando o Salão do Artesanato Paraibano como um dos maiores palcos de valorização da identidade cultural do Nordeste.
Assessoria

