João Pessoa: 17 de abril de 2024

Aliança Democrática, coligação de centro-direita, vence com margem apertada em Portugal

Publicado em: 11 de março de 2024

Brasil 247

A coligação AD de centro-direita de Portugal venceu as eleições parlamentares. De acordo com as estatísticas, a Aliança Democrática conseguiu de 29,54% dos votos. O Partido Socialista teve 28,66%. Outro partido de direita, o Chega, alcançou 18,05%.

A AD conseguiu 79 cadeiras na Assembleia da República. O PS, 77 cadeiras, e o Chega, 48. Foram confirmadas 226 parlamentares. Faltam quatro cargos que serão decididos com votos de eleitores que estão fora de Portugal.

Duas legendas se alternam no poder desde o fim de uma ditadura fascista há cinco décadas, – o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD).

“Espero que a vida seja melhor do que é agora”, disse Diamantino Vieira, de 86 anos, enquanto esperava para votar em uma seção eleitoral na cidade de Espinho, no norte do país, onde Luis Montenegro, que está no comando da Aliança Democrática (AD) de partidos de direita, também votou.

Outra eleitora, Ana Maria, de 73 anos, incentivou outras pessoas a votar para reclamar da situação do país, acrescentando: “As pessoas no governo… só olham para seus bolsos e só se preocupam com elas mesmas. São inúteis”.

A AD, que inclui o PSD de Montenegro e dois partidos conservadores menores, lidera a maioria das pesquisas de opinião, mas pode ter dificuldades para governar sem o apoio de Chega.

O PS no poder, liderado por Pedro Nuno Santos após a renúncia de Costa, poderia tentar repetir suas antigas alianças com o Bloco de Esquerda e os comunistas que lhes permitiram governar entre 2015 e 2019, se a esquerda combinada obtiver mais de 115 assentos no Parlamento de 230 lugares.

As pesquisas sugerem que o apoio à mensagem anti-establishment do Chega, sua promessa de varrer a corrupção e a hostilidade ao que ele vê como imigração “excessiva”, praticamente dobrou desde a eleição de 2022, embora permaneça em terceiro lugar.

Na sexta-feira, o presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa disse ao jornal Expresso que faria tudo o que pudesse para impedir que o Chega chegasse ao poder, atraindo críticas, já que o chefe de Estado deve permanecer neutro.

Mais de 10 milhões de cidadãos estão aptos a votar.

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