João Pessoa: 27 de fevereiro de 2024

Branco Mendes manda recado a Galdino: ‘Perpetuação no poder não é bom’

Publicado em: 27 de dezembro de 2022

O deputado estadual Branco Mendes (Republicanos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para reafirmar a candidatura à presidência da Casa de Epitácio Pessoa nesta terça-feira (27). A fala do parlamentar acontece em meio a especulações e declarações públicas do deputado Adriano Galdino (Republicanos) que poderá disputar a Mesa Diretora também no 1º biênio.

“Tenho sido pego de surpresa, sugerindo uma quebra de acordo assumido. Acordo que teve a chancela do Republicanos e do governador João Azevêdo, que é um homem de palavra”, desabafou.

Branco falou diretamente a Galdino. “Só lhe fiz o bem e tenho sido correto e leal”, disse.

“Estava tudo indo muito bem e em paz, praticamente uma unanimidade jamais vista nessa casa. Mas, o presidente colocou em votação a mudança nas regras de votação sem sequer combinar comigo, colocou em votação a PEC da reeleição. O que disse que faria e reafirmo, permaneço candidato, nem que seja para tirar meu único voto. A perpetuação do poder não é benéfica”, disse.

Branco acrescentou que nos últimos dias viveu “sucessivas decepções” na disputa pela ALPB. “A política ama a traição, mas abomina o traidor”, alertou.

Racha no Republicanos 

A fala de Branco Mendes expõe um racha no Republicanos, partido que fez a maior bancada para a próxima legislatura. Um acordo previamente fechado durante a campanha com o governador João Azevêdo (PSB) previa que o partido iria disputar a presidência da Casa nos próximos biênios.

Internamente, o partido fechou questão pelos nomes de Branco Mendes e Adriano Galdino. O atual presidente, no entanto, começou a admitir que poderia disputar os dois biênios após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que regulamenta a reeleição com base na decisão formada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, Galdino conseguiu aprovar um Projeto de Resolução que prevê o voto aberto para eleição interna, que até então era secreta.

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